Concurso PF: Fenapef afirma que 600 vagas são insuficientes!

O novo concurso público da Polícia Federal (PF) finalmente está próximo! O certame recebeu aval do presidente Michel Temer e não deve demorar para ser realizado!

A confirmação aconteceu no dia 18 de janeiro de 2018, quando o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, confirmou, em entrevista para o programa Miriam Leitão Entrevista, da Globo News, que o presidente Michel Temer garantiu o aval para a realização do novo concurso público da corporação, durante o encontro entre o presidente e o diretor-geral da PF na última segunda, dia 15 de janeiro.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Federação, o aval do MPDG não deve contemplar todas as 1.758 vagas anteriormente solicitadas, no sentido de adequar o certame às dotações orçamentárias de 2018.

Desta forma, a oferta deverá ser de 600 vagas, sendo 50 para a carreira de Delegado, 150 para Agentes, 100 para Peritos e 300 para Escrivão.

A realização do concurso ainda este ano é considerada imprescindível, uma vez que em declaração recente, o próprio diretor-geral admitiu que a carência de servidores, em especial para o cargo de Delegado, tem causado morosidade nos trabalhos da corporação, inclusive nas investigações da Operação Lava Jato.

Para os cargos de Agente e Escrivão, a remuneração atual é de R$ 12.441,26, já considerando o auxílio-alimentação de R$ 458,00. Além disso, as duas categorias contarão com reajuste em janeiro de 2019, subindo para R$ 12.980,50.

Para Perito e Delegado, o inicial atualmente é de R$ 23.130,48, mas contará com reajuste em janeiro de 2019, quando passará para R$ 24.150,74.

Fenapef afirma que 600 vagas são insuficientes

A previsão é que o certame ofereça 600 vagas, ou seja, apenas metade do que foi solicitado à pasta do Planejamento (1.758 vagas).

“Com o orçamento e a autorização de gastos aprovados, o edital pode ser publicado a qualquer momento, só dependendo da resolução de trâmites burocráticos como definição de cronograma e seleção da banca organizadora”, declarou o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens.

Ele considera a notícia uma vitória da entidade nacional e seus sindicatos, que se empenharam pela autorização do concurso, mas reforça que o número de vagas ainda é insuficiente. “Em 2017 vimos a força-tarefa da Lava-Jato ser encerrada por falta de recursos”, lembra.

Segundo o presidente, em uma situação de ajuste das contas públicas, é importante ouvir a representação dos policiais, que recebem várias informações e pleitos sobre a melhor distribuição das vagas. “Hoje, os policiais federais são desviados do trabalho operacional para desempenharem atividades cartorárias ou fora da atividade-fim. Uma opção mais viável seria o concurso contemplar menos vagas para delegados e mais oportunidades para servidores administrativos”.

Por isso, é reivindicação da Fenapef uma nova análise sobre a oferta de vagas. Segundo Luís Antônio Boudens, a maior parte delas deveria ser destinadas aos cargos de Agente e Escrivão, que podem atuar administrativamente.

“Hoje, os policiais federais são desviados do trabalho operacional para desempenharem atividades cartorárias ou fora da atividade-fim. Uma opção mais viável seria o concurso contemplar menos vagas para Delegados e mais oportunidades para servidores administrativos”, afirmou Boudens.

A previsão para 2018 é que sejam disponibilizadas 150 vagas para Agente; 300 para Escrivão; 100 para Perito; e 50 para Delegado de Polícia Federal. Até o lançamento dos editais, as vagas podem ser remanejadas, desde que respeitem o montante autorizado pelo Planejamento.

Previsão do edital Concurso PF

Em dezembro de 2017, durante reunião com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapref), Segóvia já havia adiantado que a seleção já está praticamente autorizada pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) e que a expectativa era de que a autorização fosse oficializada já nas próximas semanas.

Vale lembrar que, de acordo com o decreto presidencial 8.326, de 2014, a PF pode iniciar novo concurso para seus quadros sempre que constatada uma defasagem de pelo menos 5% dos servidores, sem necessidade de autorização prévia do MPDG para realizar o certame. Ainda assim o órgão precisa de confirmação do Planejamento de que dispõe de verbas para as contratações. 

Portanto, uma vez que a seleção já está praticamente autorizada pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) e acaba de receber o aval do presidente Michel Temer, é quase certo que o edital do novo certame deverá ser divulgado já nas próximas semanas. Se você concursando planeja garantir uma das vagas é melhor dar início aos estudos imediatamente!

Últimos concursos da Polícia Federal

O último certame para o cargo de Agente ocorreu em 2014, quando foram registrados 98.101 inscritos para a oferta de 600 vagas.

Para Escrivão, a última seleção ocorreu em 2012, com 83.619 inscritos para 350 vagas.

Para Perito e Delegado, os últimos certames ocorreram em 2012, com 35.800 inscritos para a oferta de 100 vagas de Perito e 46.633 participantes para 150 postos de Delegado.

A organização de todos os concursos acima citados ficou a cargo do Cespe/UnB.

Como foram as Provas?

Para Perito, o concurso da Polícia Federal contou com provas objetiva e discursivatestes de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e análise de títulos. A parte objetiva teve 120 itens, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos. Os aprovados em todas as fases foram submetidos a um curso de formação profissional.

No caso de Delegado, o Cespe/UnB formulou provas objetiva e discursiva, exames de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, análise de títulos e prova oral, além do curso deformação. A parte objetiva contou com 120 questões e a discursiva, com três questões dissertativas e elaboração de peça profissional.

Bons estudos!

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