Dicas de estudo de Conhecimentos Pedagógicos para a SEDF

A Secretaria de Educação do Distrito Federal publica edital com 804 vagas para Professor. Do total, 659 oportunidades são para docentes com jornada de 40 horas semanais e 145 para 20 horas. A remuneração varia de R$ 1.764,42 a R$ 4.343,18. As vagas estão distribuídas entre áreas deAtividades, Artes Cênicas (Teatro), Artes (Dança, Música, Plásticas, Visuais), Biologia, Ciências Naturais, Educação Física, Enfermagem, Eletrônica, Eletrotécnica, Filosofia, Física, Geografia, História, Informática, Espanhol, Inglês, Francês, Libras, Português, Matemática, Música (Acordeom, Bandolim, Bateria, Cavaquinho, Contrabaixo Acústico, Flauta, Gaita, Percussão, Piano, Regência Coral, Saxofone, Trombone, Trompa, Trompete, Viola Caipira, Violão 7 Cordas), Nutrição, Química, Sociologia e Telecomunicações.

A professora de conhecimentos pedagógicos da Vestconcursos, Roberta Guedes, elaborou um artigo com dicas para a disciplina:

 

Dica 1 – Tendências Pedagógicas:

Não esqueça que os conceitos de Luckesi e Libâneo sobre a classificação de Tendências Pedagógicas mais cobrada nos certames. As Tendências são tipificadas em dois grupos: liberais e progressistas.

Atenção: as Tendências Pedagógicas Liberais tiveram as influências da Revolução Francesa, de “igualdade, liberdade, fraternidade”, que foi, também, determinante do liberalismo no mundo ocidental e do sistema capitalista, onde estabeleceu uma forma de organização social baseada na propriedade privada dos meios de produção. Sua preocupação básica é o cultivo dos interesses. Para essa tendência, o saber já produzido (conteúdos de ensino) é muito mais importante que a experiência do sujeito e o processo pelo qual ele aprende.

Se, nas Tendências Liberais, a escola possuía uma função equalizadora, nas Tendências Progressistas, derivada das teorias críticas, ela passa a ser analisada como reprodutora das desigualdades de classe e reforçadora do modo de produção capitalista. Nessa perspectiva, Libâneo (1994), designa à Pedagogia Liberal em três tendências: Tradicional, Renova ( Diretiva e Não-Diretiva ) e Tecnicista.

Já as Tendências Progressistas, a escola passa a ser vista não mais como redentora, mas como reprodutora da classe dominante. Três teorias tiveram grande repercussão: teoria do Sistema enquanto Violência Simbólica (Bourdieu e Passeron, 1970); teoria da escola enquanto Aparelho Ideológico do Estado (AIE, Althusser, 1968); e teoria da escola Dualista (Baudelot e Establet, 1971). Todas elas, denominadas como “crítico-reprodutivistas”, não apresentam, no entanto, explicitamente uma proposta pedagógica, limitando-se, apenas, a explicar as razões do fracasso escolar e da marginalização das classes populares, além da necessidade de superação, tanto da ilusão da escola como redentora, como da impotência e o imobilismo da escola reprodutora. Nessa perspectiva, Libâneo (1994), designa à Pedagogia Progressista três tendências: Libertadora, Libertária e Crítica Social dos Conteúdos.

Dica 2 – Piaget e Vygostsky:

Piaget especializou-se nos estudos do conhecimento humano, concluindo que, assim como os organismos vivos podem adaptar-se geneticamente a um novo meio, existe também uma relação evolutiva entre o sujeito e o seu meio, ou seja, a criança reconstrói suas ações e ideias quando se relaciona com novas experiências ambientais. Para ele, a criança constrói sua realidade como um ser humano singular, situação em que o cognitivo está em supremacia em relação ao social e o afetivo.

Na perspectiva construtivista de Piaget, o começo do conhecimento é a ação do sujeito sobre o objeto, ou seja, o conhecimento humano se constrói na interação homem-meio, sujeito-objeto. Conhecer consiste em operar sobre o real e transformá-lo a fim de compreendê-lo, é algo que se dá a partir da ação do sujeito sobre o objeto de conhecimento. As formas de conhecer são construídas nas trocas com os objetos, tendo uma melhor organização em momentos sucessivos de adaptação ao objeto. A adaptação ocorre através da organização, sendo que o organismo discrimina entre estímulos e sensações, selecionando aqueles que irá organizar em alguma forma de estrutura. A adaptação possui dois mecanismos opostos, mas complementares, que garantem o processo de desenvolvimento: a assimilação e a acomodação. Segundo Piaget, o conhecimento é a equilibração/reequilibração entre assimilação e acomodação, ou seja, entre os indivíduos e os objetos do mundo.

Já Para Vygotsky, de cunho socialista, a criança nasce inserida num meio social, que é a família, e é nela que estabelece as primeiras relações com a linguagem na interação com os outros. Nas interações cotidianas, a mediação com o adulto acontece espontaneamente no processo de utilização da linguagem, no contexto das situações imediatas.

Essa teoria apoia-se na concepção de um sujeito interativo que elabora seus conhecimentos sobre os objetos, em um processo mediado pelo outro. O conhecimento tem gênese nas relações sociais, sendo produzido na intersubjetividade e marcado por condições culturais, sociais e históricas.

Assim, o homem se produz na e pela linguagem, isto é, é na interação com outros sujeitos que formas de pensar são construídas por meio da apropriação do saber da comunidade em que está inserido o sujeito. A relação entre homem e mundo é uma relação mediada, na qual, entre o homem e o mundo existem elementos que auxiliam a atividade humana. Estes elementos de mediação são os signos e os instrumentos

Dica 3 – Avaliação Formativa:

A avaliação formativa tem seu foco no processo ensino-aprendizagem. Alguns teóricos chegam a nomear essa modalidade com o nome de avaliação formativa diagnóstica. A avaliação formativa não tem finalidade probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Alguns autores consideram que a avaliação formativa englobe as outras modalidades de avaliação já que ela se dá durante o processo educacional. Seu caráter é especificamente pedagógico.

Dica 4 – Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica – Resolução nº 04/2010:

Sobre o Currículo não esqueça que está organizado a em Básica Nacional Comum e Parte Diversidade. A base nacional comum na Educação Básica constitui-se de conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e corporais; na produção artística; nas formas diversas de exercício da cidadania; e nos movimentos sociais. Constitui a base nacional comum nacional: a Língua Portuguesa; a Matemática; o conhecimento do mundo físico, natural, da realidade social e política, especialmente do Brasil, incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-Brasileira e Indígena, a Arte, em suas diferentes formas de expressão, incluindo-se a música; a Educação Física; o Ensino Religioso.

A base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos, com disciplinas específicas para cada uma dessas partes, mas devem ser organicamente planejadas e geridas de tal modo que as tecnologias de informação e comunicação perpassem transversalmente a proposta curricular, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, imprimindo direção aos projetos político-pedagógicos.

A parte diversificada pode ser organizada em temas gerais, na forma de eixos temáticos, selecionados colegiadamente pelos sistemas educativos ou pela unidade escolar.

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